Marcelo: fui até Indaial pra saber onde eu vou trabalhar.
Imaginário: e eu fui pra acompanhar meu bofe amigo.
Marcelo: Fomos juntos.
Imaginário: juntinhos.
Marcelo: nem tão juntos assim.
Imaginário: pois é, existiu algo nos separando.
Marcelo: sim, minha paixão pelo Ruka.
Imaginário: não besha, o braceiro.
Marcelo: que lugar aquele bairro.
Imaginário: ruas de barro.
Marcelo: vi cenas que não via faz tempo.
Imaginário: aqueles guris soltando pipa.
Marcelo: aquela mulher com cabelo até o joelho.
Imaginário: e eu vi... ...
Marcelo: fale o que você viu.
Imaginário: calma, engasguei.
Marcelo: com o que?
Imaginário: com o bofe que eu vi.
Marcelo: como assim, engasgou?
Imaginário: não tá sabendo? aff, beijei muittoooo.
Marcelo: aff, bem que eu notei que uma hora você tinha sumido.
Imaginário: ahh, besha, aproveitei, sabe, cidade pequena, aqueles bofes que cuidam da roça...
Marcelo: sem mais comentários, por favor.
Marcelo: e eu, juro que me preocupei com o desaparecimento da besha.
Marcelo: e tal, que cidade...
Imaginário: umas pessoas super super gente boa, mas outras que, credo.
Marcelo: juro, se eu pudesse, quebrava aquele vidro e dava um soco naquele atendente da rodoviária.
Imaginário: violência só gera violência.
Marcelo: uxx, tás certo.
Prometido e feito, por toda Santa Catarina e por um Brasil de todos: Marcelo&Imaginário não é só babaquices, é cultura, é sabedoria. Fazemos nossa parte para uma sociedade sem violência. Eis nós aqui justificando o porque que você, nosso leitor, gay ou não, deve continuar a nos ler. Nós também somos cultura. Vote em nós.
Marcelo: mas juro que se pego aquele atendente de jeito...