Imaginário: eu vou fazer minha cirurgia... de alto risco!
Imaginário: deixo aqui meu testamento...
Pro Marcelo: deixo minha dentadura...
Pro Marcelo: deixo minha coleção de camisinha...
Pro Marcelo: deixo minhas dívidas...
E pro Marcelo: deixo meu coração, meu fígado e meu rim.
Marcelo: pô parar... vai dar tudo certo.
Imaginário: e se não der?
Marcelo: se não der, você volta e me dá uma ajudinha tá?
Imaginário: buáááá, você encara a possibilidade de eu morrer?
Marcelo: bem, já fiz o discurso de enterro... é assim:
Num dia de alta visibilidade, nasce uma coisa que chamamos de Imaginário.
Imaginário, com nome inspirado no seu ser, é o que é, mas não parece o que parece ser.
Imaginário, que dedicou toda a sua vida a fazer os leitores do livro, aumentar a vida, dar um sorriso nos lábios das pessoas, hoje está morto, defuntado, enterrado, comido pelas minhocas. Mas imaginário também é cultura (marketing meu bein)...
Mas, (sempre tem um “mas”) se ele foi um pouco exacerbador de pornografias, se ele pecou, peço a Deus que perdoe ele, pois em seu interior, bem no fundo, ele era uma boa pessoa (depois de morto, todo mundo é bom...)
Imaginário: ei, eu sou ateu.
Marcelo: eu também...
Imaginário: então temos que mudar esse discurso.
Marcelo: pois é, sugestão?
Imaginário: assim:
Imaginário foi bom, foi tudo de bom, mas tá morto, quem quiser falar com ele, ligue: 0000006. Yasumi.