7.27.2004

Conversando com o Leitor, nº I

Marcelo: olá leitor.
Leitor:
Marcelo: bom, eu sei que o leitor não fala, só lê.
Leitor:
Marcelo: as mesmo assim, me fale como você está.
Leitor:
Marcelo: fala.
Leitor:
Marcelo: tá, tá bom, já entendi, você quer que eu conte primeiro de mim e depois você fala né?
Leitor:
Marcelo: to sacando, to sacando... bom, leitor, pra quem, nessas alturas do campeonato não sacou, vou me descrever em tudo ok? Sou um cara de 170cm de altura, 60 kg, pele transparente... Muita gente diz que sou gatão, mas a minha opinião sobre mim muda conforme o dia. Tem dia que me acho feio... tem dia que até quero me beijar... estou deixando meu cabelo crescer, quero ele até o ombro. Sou gay, só que não tenho jeito afeminado, ou seja, quem me olha, não diz que eu sou gay. Tenho um super namorado, ele se chama Ruka, eu amo ele, e ele é negro, (amo negros). Sou fiel e por hipótese nenhuma eu traio. Faço faculdade de fisioterapia, estou louco pra me formar, embora demore um pouco. Moro em Blumenau, trabalho em Indaial como professor de História. Quero ser professor de Fisiologia e de Anatomia da Faculdade, por isso quero fazer um mestrado bem rapidinho.
Leitor: zzzzzzzzzzzzz.

Traumas de infância

Any: oiiiiiiiiiiiiiiiii.
Marcelo: oiiii.
Any: ai que cão fofo.
Marcelo: uhum, é meu cão, hehe.
Any: apesar de eu ter trauma de cachorro...
Marcelo: ninguém merece.
Any: não liga, é trauma de infância...
Marcelo: eu que o diga.
Any: porque? você tem muitos traumas de infância?
Marcelo: não, não, tenho trauma DAS infância... trauma dos meus alunos.
Any: ahh, sei.
Marcelo: mas bem que hoje foi mais ou menos divertido, joguei ping-pong, perdi algumas vezes, mas tinha até torcida.
Any: nossa, que chique, até torcida...
Marcelo:, é, torcida pra mim perder.

No banheiro da boate

Caras: nossa, que lindo.
Marcelo: ...
Caras: nossa, olha pra nós, posso passar a mão?
Marcelo: NÃO.
Caras: nossa, o lindo e gostoso é meio nervosinho, mas tem uns olhos, nossaaa, que lindos! De onde você é lindo, de Blumenau é que não é né?
Marcelo: eu e meu namorado somos de Blumenau.
Caras: ahh. Mas mesmo assim...
Marcelo: mesmo assim, com ou sem ele, se fosse sem ele, ficaria sozinho.
Caras: não leva a sério. Você é perfeito, pena que não é nosso.
Marcelo: ok, ok, mas me deixa quieto aqui no mictório ok?
Caras: porque? Não quero conversar?
Marcelo: prefiro não conversar...
Caras: porque?
Marcelo: sabe, namorado ciumento...
Caras: mas quem disse que eu sou ciumento?
Marcelo: bichario, não se encantem. Realiza, meu namo é ciumento.
Caras: eu já te disse que não sou ciumento...

Nas (Semi)-férias

Marcelo: Eu tento entender os meus alunos, mas alguns não dá...
Imaginário: aff, e quem diga hein? Garotas desmaiando pelo professor, e sendo levadas pro Hospital decepcionadas com um “não”, não é fácil de acreditar, mas aconteceu.
Marcelo: foi na santa inocência: uma aluna até queria me presentear com 1 real. Difícil de acreditar, mas foi 1 real.

Imaginário: amigo, faça um pedido.
Marcelo: bom, se eu pudesse eu queria um mundo perfeito, um corpo perfeito, um parceiro perfeito, uma vida feliz perfeita.
Imaginário: tá, na real. Fala um desejo que possa ser realizado.
Marcelo: tá, tá, na real eu quero então ganhar na mega sena, viver de juros, e no dia que eu ganhar na mega sena, vai ser o dia que eu vou estar na mesa da clínica operando meu nariz.

Marcelo: sabe, eu to me achando tão feio ultimamente.
Imaginário: ahh, então é por isso que você quer operar o nariz?
Marcelo: não, lógico que não, eu quero operar, como sempre quis, é um sonho pra lá de antigo. E algum dia irei realizá-lo, espero que não demore muito.
Imaginário: E tá se achando feio então.