8.21.2004

Tem alguém aí?

Tem alguém aí nessas sacadas?
Caminhando pelas ruas de Blumenau, olhando para os prédios, eu grito!

Tem alguém aí, por favor?
Procurando alguém que possa me amar. Desesperadamente eu grito.

Tem alguém aí?
Alguém bonito, fiel, que ame e saiba demonstrar? Penso.

Tem alguém?
Que me ache bonito, que saiba que confiança não se exige, se conquista. Alguém especial, que faça um carinho na cama, mas que faça-o sobretudo durante o dia. Eu arrebento minha garganta. Alguém que goste da minha companhia, alguém que eu vou gostar de estar ao lado, que se preocupe comigo, alguém que erre e saiba admitir, alguém que saiba conversar. Eu grito.

Tem?
Alguém que queira amar? Que não tenha medo? Eu choro.

Marcelo Voltolini

8.20.2004

Conversando com o Leitor nº II

Marcelo: olá, sabe quando você precisa conversar com alguém?
Leitor:
Marcelo: sabe, amigo leitor, eu sei que sou teu amigo pra te contar e consequentemente desabafar com você.
Leitor:
Marcelo: amigo leitor, o que tenho para falar é algo bem triste.
Leitor:
Marcelo: o Ruka, terminou comigo. Ele disse que eu sou carinhoso, meigo, uma pessoa maravilhosa, e que por isso, eu mereço uma pessoa melhor que ele. Ele disse que ele não me merece, mas ele disse que me ama.
Leitor:
Marcelo: não sei mais o que pensar, já chorei um monte, já sofri um monte, já me deu um aperto no peito enorme.
Leitor:
Marcelo: quem sabe eu ainda sou um garotinho, esperando o onibus da escola, sozinho, cançado com minhas... e quem sabe o príncipe virou um sapo... quem sabe a vida é não sonhar.

Não há nada de engraçado neste dia, não é motivos para risadas, não há nada, apenas uma vontade de não mais sofrer.